1/05/2010

Vitor Vicente n`O Bar e n`o MIL




No ano que agora começa, podem continuar a acompanhar cá o Vitor Vicente aqui e ali.

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12/23/2009

Tudo ao molho e fé nos felinos



Acaba de ser lançada, com a chancela da Cantinho do Tareco, a antologia "Só à noite os gatos são pardos".

Tratam-se de textos sobre gatos, todos inéditos, da autoria de escritores contemporâneos, entre os quais constam alguns cantautores (Henrique Manuel Bento Fialho, José Emílio-Nelson e Vitor Vicente), assim como cúmplices cá da casa (A. da Silva O., Amadeu Baptista e Jorge Velhote, organizador da colectânea).

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Cantos no Porto

11/14/2009

Leitura de História com Pénis e Cabeça

9/10/2009

Composicao do Canto



Acaba de sair o novo poemário do Jorge Peso Villanueva, poeta catalao e cúmplice do Canto na composicao gráfica.

Aceitamos pedidos, de unidades ou bultos.

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8/31/2009

Internacional Itinerantista XIX



Tudo tem um termo - a Internacional Itinerantista também.

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7/11/2009

Novos Cantos da Casa I



Em co-chancela com a editora brasileira Hemisfério Sul, o Canto acaba de conceber Os Nomes na Máquina, conjunto de contos do autor mineiro Daniel Ricardo Barbosa, de quem já cá canta Elo, Entrelinhas e Alucinacoes.

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7/07/2009

Aurora de Poetas



Dois cantautores, Vitor Vicente e Padre Mário de Oliveira, constam na antologia Aurora de Poetas, publicada pela Campo das Letras.

O lancamento é no próximo domingo, 12 de Julho, ás 18h, no Convento San Payo, em Vila Nova de Cerveira.

Para a semana seguinte está marcado o lancamento dos novos Cantos da Casa, no Brasil.

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7/01/2009

Internacional Itinerantista XVIII

6/24/2009

Internacional Itinerantista XVIII

6/17/2009

Internacional Itinerantista XVII

6/08/2009

Internacional Itinerantista XVI

6/03/2009

Internacional Itinerantista XV

5/18/2009

Internacional Itinerantista XIV

5/12/2009

Internacional Itinerantista XIII

5/06/2009

Internacional Itinerantista XII

4/27/2009

Internacional Itinerantista XI

Após um curto mas duro interregno, a Internacional Itinerantista está de volta com um punhado escrito de Pouca terra, pouca terra.

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4/26/2009

Prefácio I



Esta é a capa de "Poemas a Teresa", o livro de estreia do Jorge Peso Villanueva, meu amigo e colega do aeroporto da Catalunya.

Como o livro não tem distribuição em Portugal, passo a transcrever o prefácio (traduzido para castelhano, na versão em papel.)

Amar para assegurar o amanhecer

I

Quando cheguei à Catalunha, cerca de dois anos e meio atrás, trazia comigo um património de perguntas para o responsável por me pôr a percorrer a Península de uma ponta à outra. Algumas delas, tinham que ver com isto do Aqui e do Agora; pois o imperativo da sobrevivência impôs-se-me como nunca antes se me atravessara nas minhas itinerâncias.
Algo, todavia, transcendera as inquietações do imediato e do instantâneo.
Então, perguntei ao Zé Paulo, assim se chama o responsável, como levava ele o do amor, como o levava adiante.
De alma aberta, o meu amigo abriu-se comigo como só os livros que nos são tão íntimos como espelhos se podem abrir:
- Tento ver a Inês todos os dias, como quando a vi no primeiro dia.
A conversa continuou. Eu com os meus amores de bom porto em bom menos porto, o Zé Paulo ancorado à madrileña Inês como Pedro à sua homónima amada.
Estava eu longe de imaginar que, no decurso desta viagem por uma cidade com cidades dentro que tem sido a minha vida em Barcelona, fosse deparar com outra pessoa mais que me dissesse o mesmo.
Que me dissesse e o tivesse escrito.
Logo a abrir, no primeiro poema de “Poemas a Teresa”, o Jorge Peso Vilanueva, até então Jorge, o vigilante nas noites ermas do terminal C do aeroporto de El Prat de Llobregat, encontra o lugar do amor no

“caminho de um novo amanhecer”.


II

O saber amar ocupa lugar neste poemário. Ocupa vários lugares, senão mesmo todo o lugar neste poemário, se quisermos ser mais abrangentes. Ocupa o lugar omnisciente, se lhe queremos elevar a uma índole divina, tal a importância.
Descidos à terra, à natureza física, pois é do lugar do amor carnal que aqui se canta, citemos alguns lugares atribuídos ao amor:

“Geografia do leito e da eternidade”

“Barro onde soltar as minhas raízes”

“Pátria do apátrida”

Este último reporta-nos para o outro livro, “O caminhante e o nada” do Jorge, e que, em boa hora, vê a luz do dia. Nesse poemário, além do amor, temos também temas não menos caros ao Romantismo: a natureza e os animais. Centremo-nos, todavia, nos “Poemas a Teresa”. Citemos um par de estrofes:

“Este ano as rosas são mais rosas
e o verão de nossas vidas
se converteu em primavera para ti.”

“Os animais conhecem-te bem
e desejam-te
porque és como eles.
Eles, os animais não conhecem o mal,
porque no seu mundo o mal não é.
Como no teu mundo.
Os animais não sentem ódio,
não sabem o que é,
porque eles são amor.
Como tu.”

Há ainda lugar a sentires:

“Sentir que dois é um e um é dois”.

E a certezas:

“ Ah e a certeza de que tudo se transforma
em essências”

E a certeza final, convertida em essência primeira:

“Tu e eu(…)
eterna esencia da alma
que florescerá da terra para sempre.”


III

Mas quem é a Teresa?
Seguramente que é quem leva o poeta para longe

“…deste mundo ermo e escuro.”

Supomos ser a modela da foto da capa, com um cão entre braços e a natureza em todo o seu esplendor como pano de fundo.
Se quisermos esgaravatar na tradição da Teresa, além de que ramifica na Árvore Genealógica dos Românticos, encontraríamos também a Beatriz do Dante, a Julieta do Shakespeare e inominável musa de “Vinte poemas de amor e uma canção desesperada”, do Neruda, inominável por ser tudo, como a mulher-mundo dos surrealistas mais líricos como o Eluard pós-Gala ou do Dali pré-Gala (de quem o Jorge se aproxima nas suas pinturas das paisagens catalãs) ou dos mais loucos como o Breton.
O Jorge consegue ser tão clássico como os românticos. E tão moderno como os surrealistas, esses re-românticos. Isto acrescido a uma naturalidade na veia de um Neruda, bem patente no convite com que inicia os poemas à sua musa, simultaneamente o mote lançado ao leitor:

“Ao som de uma música pagã
Quero dançar contigo
A dança da liberdade”.

IV

A sabedoria popular, também aqui, e porque não?, chamada, costuma fazer do chacota do amor: o amor é cego!
Cego, apesar de só ver por um olho, não era certamente o poeta português Camões. A imortalidade valeu-lhe desses versos que andam, hoje, de boca em boca:
“Amor é fogo que arde sem se ver”.

Quanto à cegueira poética e apaixonada do Jorge, viu, e viu muito bem, que o amor não é senão:

“cego que vê”.

Vitor Vicente,
Vilanova i la Geltrú, 2 de Março de 2009

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4/06/2009

Internacional Itinerantista X

4/02/2009

Cinzeiro Citado



O Meu Cinzeiro Azul, do Henrique Manuel Bento Fialho, ainda fumega...

A origem deste livro é o Blog antologiadoesquecimento de Henrique Fialho (n. Rio Maior, 1974) e a sua primeira frase em 5-9-2005: «O meu cinzeiro azul está repleto de cinza». O ponto de partida destas reflexões é o tempo actual: «Para o bem e para o mal a religião chama-se hoje economia, a santidade metamorfoseou-se em fama, Deus dá pelo nome de dinheiro. No meio disto tudo, a liberdade, estro da indignação, é sonho, é utopia, é poesia». Neste mundo a poesia tem um lugar: «A poesia mora num lugar muito para lá da palavra, independente das costuras da linguagem. Ela é miopia reveladora». Mas além do lugar tem uma função: «Como entender a função da poesia num mundo que sobrevive à custa de uma constante simplificação das perspectivas que lhe dão forma?». Também a poesia tem uma vitalidade própria: «A poesia é útil como um garfo, um martelo ou uma esferográfica. Mais útil porque está mais presente na minha vida do que qualquer destes utensílios». Esta perspectiva conduz a uma compreensão de toda a poesia: «ver num poema uma representação do universo». Entre o mundo e a poesia, surge o amor: «Quem ama ou odeia nunca está só. Pode amar-se em dor, nunca em solidão. Havendo memória não há morte. Havendo memória há presença. Mas o amor é uma palavra demasiado grande. Tão grande que não cabe num poema». Fica a ideia final: «A poesia, a ser alguma coisa, que seja esse lugar de reencontro do homem consigo mesmo, do homem com a sua condição, lugar de encontro com uma verdade não mais triste porque inútil, nem mais alegre porque pateta, do que a própria vida: um passar por cá, entre a lágrima e o sorriso, entre a dor e o prazer, entre o gelo e a chama, entre a terra e o céu, entre os outros que são aqueles entre os quais também nós nos encontramos».

Cinzas encontradas na AspirinaB, fumegadas pelo José do Carmo Francisco

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