3/29/2009

Canto comentado

10/22/2008

Novos Cantos da Casa I




Esta é a capa de "Grafipoesis", do Rui Carlos Souto. A exemplo de "A Poesia dos Pequenos Insectos", outro canto da casa do mesmo autor, também este neo-canto é um conjunto conceptual de poesias. Contem nos próximos posts com alguns poemas e respectivos grafitis.

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8/06/2007

A praga continua I


Há cerca dum ano, a praga foi lançada. Passado um ano, contra insecticidas e outros venenos da paz, a praga contínua. Parabéns Insectos !

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9/26/2006

A praga continua

"A Poesia dos Pequenos Insectos", da autoria do poeta Rui Carlos Souto e publicado aqui no Canto Escuro, já chegou às livrarias do Porto!

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8/11/2006

Insectos are in the air III

Os Insectos já são capturáveis online.

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8/09/2006

Insectos are in the air II

A praga deste verão, «A Poesia dos Pequenos Insectos», já chegou à Fnac Chiado.

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8/07/2006

Insectos are in the air!


Tenho notícias. Desta vez não do Nordeste, mas de Lisboa e do Barreiro.

Esta manhã, soltou-se uma praga de insectos pela capital e pela outra banda. A responsabilidade pelos zumbidos ouvidos foi atribuída ao Poeta Rui Carlos Souto e à editora Canto Escuro.

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8/03/2006

A Poesia dos Pequenos Insectos, Rui Carlos Souto



A MOSCA TSÉ-TSÉ

A mosca tsé-tsé parece o violino
De uma orquestra tocando

A mosca tsé-tsé sugere
A sombra
Sonâmbula de uma África
Perdida e atrasada

Sobretudo uma mosca que
Se infiltra com a água
Ou um raio de electricidade
Em curto-circuito

O seu som vibra nos vidros
Como o de um barco a motor

Transforma o gelo da conversa
Numa espécie de zumbido

Ou no murmúrio das paredes com
Grafitis

A mosca tsé-tsé tem o fundo
Budista de uma China perdida
No tempo e na civilização

Sugerindo a réplica de um quadro
De Magrite
Mas mais que isso é o
Inconformismo de uma estética
E um grito de independência…

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7/31/2006

A Poesia dos Pequenos Insectos, Rui Carlos Souto


O GORGULHO

Numa espécie de afogamento
Ocasional

O apocalipse como a melhor
Ilusão

O gorgulho é um chagrin que
Serve para proteger

Um bicho assim angular
Tem luz

E esconde-se nas pálpebras
Com receio que o descubram

Ás vezes parece ser um acidente
De percurso

Num gorgulho com a seiva
Das plantas que não pode
Ser esquecido

Desloca-se do seu habitat
Nas placas tectónicas

Por isso se precipita em
Possíveis catástrofes

Um insecto assim não pode
Ser dominado
Por isso usufrui de toda a
Liberdade possível…

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7/28/2006

A Poesia dos Pequenos Insectos, Rui Carlos Souto


O PIOLHO

O piolho é um insecto
Sociável
E usufrui da luz do dia
Como se fosse um bem
Adquirido

O piolho é um pequeno insecto
E a sua menoridade torna-o
Sobre todos os aspectos um
Insecto secundário

Tem uma forma angular que
Passa despercebida

É um insecto que se solda aos
Beirais das janelas para observar
O trânsito caótico

O seu poder de observação
Caracteriza a sua visão do mundo
E faz dele uma espécie de detective

Quando se solta nas roupas sujas
O insecto repousa, revelando uma
Espécie de mais valia

Por vezes revela uma brilhantina
Que faz reflexos no chão
E chama a atenção porque parece
Um marialva

No fundo idêntico à asa da
Chávena de chá,
Que parte quando menos se espera…

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7/21/2006

No prelo