7/24/2008

Novos Recantos da Casa

Em parceria com a editora paulista O Clássico, apresentamos um trio de cantos da casa que inauguram duas colecções, Canto Rescuro e Canto Espanhol.




Edição bilingue, português-castelhano, traduzida por mim, com prefácio do Nuno Rebocho, do canto da casa "Vertigem", do m. parissy.



Reedição revista do canto da casa "As Noites Contadas", o meu último livro de poesia.




Tradução em castelhano, do Ricardo Machado, do supracitado canto da casa, deste que vos conta as novidades do canto.

Este par de cantos da casa encontra-se esgotado. Estará à vossa espera nas livrarias convencionais ao Canto. E chegará ao outro canto da Península Ibérica, Catalunha. E a editora "O Clássico fará chegá-lo a São Paulo e a Buenos Aires.

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9/30/2007

Cantos comentados da casa

O autor do último canto da casa, o Henrique Manuel Bento Fialho, já havia escrito sobre outros cantos da casa. As Noites Contadas, Esses Dias HenryKiller.Blog, Tríptico do Narciso e Vertigem .

Obviamente que gabou os cantos da casa e que tal foi decisivo para ter um espaço no aCanto Escuro. Agora que chegam propostas de originais com um ritmo nunca antes visto, aproveito para recomendar os ilustres e não-ilustres a pactuarem com o Canto com a tinta das vossas corruputas esferográficas. Outra sugestão é tirarem partido da minha breve presença FÍSICA em Portugal na semana que vem. Fica ao vosso gosto, sempre claro que o vosso gosto satisfaça o meu!

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8/09/2007

Vertigem (apresentada por outros)

Para quem, como eu, nao teve oportunidade de estar presente no lançamento de "Vertigem", livro de poesia do m. parissy publicado na Canto Escuro, segue o texto de apresentação da autoria do Nuno Rebocho:


NO PATAMAR DA MATURIDADE: A SERENA POESIA DE M.PARISSY


As palavras são letras que cristalizam sons e revelam imagens, as palavras transportam significados. Elas serão a carne do poema. Vejamos então as palavras que m.parissy nos traz nesta "Vertigem". Elenquei quatro fieiras. Assim -
a) terra, lã, redil, flores;
b) sabedoria, aninal, deuses, sombra, tempo, fogo, instante, tinta, corcéis;
c) sangue, homem, filhos, ilusão, beijos, amor, crianças, visão, noite, precipício, mãos, carne, leito, chama, palavras, peito, poemas, amantes, trovoada, nudez, vinho, orgia, roseiras, estrada, cara, pés, musgo, sexos, terra, líquenes, olhar, engano, religião, visão, casas, ruas, paredes, coração, riso, primavera;
d) ar, mar, espuma, sal, praia, margens, ondas, anémonas, nuvens, asas, aves, corvos, cisne, orvalho, cigarras, grilos, sementes, cores, remorso, vozes, tinta, choupos, salgueiros, bancos, jardim.
É com esta carne que o corpo (este livro) se faz: um corpo feito de mar (as palavras mar, praia, sal repetem-se) e feito de terra; um corpo feito do humano e do circundante. É uma poesis onde o mar e a terra se enlaçam, onde o animal e a natureza se conjugam. E isto, desde logo, situa o autor - quem ele é e de onde vem.
Observo ainda como determinadas palavras (signos, se se quiser aqui adoptar o termo) se relacionam no mesmo poema. Exemplos:
pag. 24 - paredes-areia; pássaro-nuvens; mãos-coração-riso; crianças-lágrima-sede;
pag. 18 - filhos-sonho; cara-sal; choro-praia;
pag. 19 - ar-olhar; terra-mar-horizontes; erva-pés-musgo;
pag. 54 - água-fogo; vagas-praia; sombras-céu; ópio-ânsias-rosto-silvados.
O exercício pode repetir-se num jogo que vai progressivamente sugerindo os nexos da construção poética do m.parissy deste livro. Trazidas ao papel, as palavras (sons e imagens) vão construindo relações que são a alma desta carne, isto é: a poesia. Sempre diante do mar, em terra, pés tocando o musgo e os líquenes, respirando a aragem, assumindo um mundo, o seu. Eis o poeta m.parissy, na VERTIGEM.
Quem não conheça o quem de m.parissy, por este roteiro logo o identifica como homem preso ao mar na beira-terra. O "lugar das vozes" (palavras dele) é, neste caso, condenação congénita, espécie de "pecado original".
Importa dizer que sendo as palavras, além de imagens, o som que delas eclode, a resultante poética - a que alcança os ouvidos, a que tamborila na pele (dito de outro modo: o sangue e a linfa desta carne) - é um discurso de serenidade: não traz o ribombo do trovão nem a brava veemência do mar encrespado de encontro às rochas. Verso curto, estrofe mingada, poema breve. Feito tudo de suavidades, de sussurros: "urgia o lânguido soro da morte", lê-se na pág. 61; "o abismo marinho floreado", lê-se na pág. 57; "de dentro do pranto das aves", lê-se na pág. 16; "com o afecto nu das vertigens", pág. 26; "névoa que migra de areia em areia", pág. 56. São exemplos.
Assim visto, o discurso poético de m.parissy não é dionisíaco como o título do livro poderia implicar. Não: em contraste com a anunciada vertigem, o discurso é medido, contido, apolíneo, na continuidade da obra sua anterior. Aqui, todavia, as palavras surdem mais enxutas e drenadas, a carne mais seca de adiposidades. No percurso que vem desde "Corpo Indómito" (1989) a este seu décimo título, m.parissy parece agora reclamar a maturidade.
Reparai que vos falo do livro e do autor m.parissy. Não vos falo do homem Mário Galego (será m.parissy o alter ego de Galego ou vice-versa?, questão que vos deixo); e não falo porque, neste momento, é a obra que sobreleva. Demais a Galego me ligam anos de amizade, de aventuras comuns, de conversas e viagens, de cumplicidades e o que, por essas e nessas circunstâncias dissesse, seria suspeito e mesmo susceptível de processo disciplinar ao jeito da democracia policiada que nos vão impondo e do pidismo envergonhado que vai gangrenando o sonho de liberdade que já tivemos e que (queiram ou não os convencidos de donos da quinta) devemos limpar dos nossos dias.
Porém, é mesmo obrigatório que vos fale do Galego. Do Mário Galego-jornalista, terra-natal do m.parissy-poeta. Para vos dizer que não é acaso que a pele do jornalista cubra a carne de um poeta: deontologicamente dizendo com distâncias, o jornalista violenta-se porque se neutraliza perante a realidade; para o outro lado da pele perpassam, por saudável osmose, as sensações que ele não transporta para a notícia. E essas sensações, depuradas e residuais, escapam-se construindo a alteridade. Em consequência, a poesia é-lhe o outro lado da escrita, aquele onde se refugia o "sentir" que a objectividade, por dever de ofício exigida ao escriba das notícias, lhe tornou regra - objectividade que se descreve com sintagmas rasos, descarnados, gerais. O sentir e o pressentir ressaltam para o outro lado da pele (um dos seus livros traz por título "A pele da parede" - elucidativo), o lado de dentro, o do sangue e o da linfa: aí está o poeta. Será válvula de segurança? Talvez
Não é Galego caso único de jornalistas que procuram na poesia o equilíbrio de si mesmos, o que - podendo ser tema a interessar psicólogos e psiquiatras, um desafio que fica - deveria ser assunto a merecer atenção por parte dos estetas.
Para este livro, m.parissy recebeu para capa uma foto de Ana Telhado - jovem artista da imagem, ela constrói a sua arte na dura mas serena luta entre a luz e a sombra, revelando da penumbra o segredo das presenças, dos gestos, dos factos. Porque, sabei todos, a vida resiste e afirma-se contra a ditadura da sombra. Diante do abismo da sombra, a vida sofrerá vertigens. E dela diremos com m.parissy, ao cabo de cada refrega:
"ainda bem que
renasceste no pó da terra
procuraste de novo a janela
a madeira dos postigos
o cheiro a mofo das cortinas"
É breve este livro, 67 páginas. Seria imperdoável que, apresentando-o, eu fosse mais extenso. Deixai apenas que vos diga ainda um dos seus poemas (pag 28)


Nuno Rebocho

Lisboa, 16 Junho 2007

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7/27/2007

Lançamento de "Vertigem", no Bar Pé Leve, Nazaré



autor da foto: jornalista Artur Ledesma

em pé Henriques Delgado
sentados Luís Paulo Meireles, m. parissy, Júlio Murraças, José Ramalhal,Manuel Carvolha

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6/20/2007

Vertigem ao vivo - adenda ao post anterior

Amanha, a juntar à festa e à vertigem, temos leitura de poemas por parte do Vitor Nobre. Nao faltem !

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6/18/2007

Vertigem ao vivo

A "Vertigem" vai estar ao vivo no Centro Cultural da Malaposta, em Odivelas, na próxima quinta-feira às 22h. Para além do autor, m. parissy, estarà presente o poeta e jornalista Nuno Rebocho.

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6/17/2007

Vertigem III

A "Vertigem", do poeta m. parissy, editado aqui na Canto Escuro, alastrou-se até ao Porto pelas livrarias Poetria e Unicepe.

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6/10/2007

Aniversário




Há um ano, a pretexto do lançamento dos livros encimados, foi apresentado todo o Canto Catálogo. Parabéns Fachada, Parabéns Narciso!

Ontem, num canto escuro que nem a este post confesso, foi lançada a "Vertigem". Mas dentro de alguns dias, o novo canto da casa terá apresentaçao pública...

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6/06/2007

a Vertigem alastra II

A "Vertigem" já se alastrou ao Jornal Liberal e ao blog Insónia.

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a Vertigem alastra I

A "Vertigem", do poeta m. parissy, editado aqui na Canto Escuro, já alastra pela Sá da Costa, D. Pedro V, Alexandria e Letra Livre. Em breve, muito em breve, continuará a alastrar por outras livrarias lisboetas e ainda em Junho ao Porto.

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6/04/2007

Vertigem, m. parissy

a noite persegue
a exaustao
e o precipício onde
nadam as maos

é esse o leito
da carne acesa

nada velará o amor
que o canto da ave
ou a própria chama


m. parissy, Vertigem

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2/22/2007

Novo Canto da Casa II

Quem disse que o Canto estava perdido na Catalunya e nao voltaria a cantar, quem disse isso - perdeu uma boa oportunidade de estar calado.

"Vertigem", do poeta m. parissy, com capa da Ana Telhado, é o novo Canto da Casa.

Nos próximos posts irei publicar um ou outro poema a fim de pòr à prova o leitor - para a "Vertigem" que se avizinha!

Contamos voltar a cantar até à Páscoa.

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Novo Canto da Casa I

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