10/24/2008

Grafipoesis, Rui Carlos Souto I




Há pessoas que dependem deste estado de coisas
Como se fossem alicerces do sistema
De uma casa em ruínas
De um negócio escuro
De uma morte qualquer

Há nas suas cabeças uma medida para tudo
Realizando os intentos imperialistas
De uma América em ruptura
Qualquer coisa que já foi mas que ainda perdura
No inconsciente colectivo

Como se tudo estivesse à mão e fosse só pegar na vida
Fazendo dela qualquer coisa
O domínio de fazer tudo sem olhar a meios
Numa atitude prepotente a duplicidade de viver perto
Da morte

Uma espécie de corrente eléctrica
A morte que vive perto entre o nariz e os olhos
Um animal insatisfeito com o que vê e com o que sente
Não há nada a fazer a não ser afastá-la para longe

Aqui onde as coisas se resolvem entre a morte
Que espera sempre
E o desígnio de construir um mundo melhor

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