7/24/2008

Espécie de Estatutos Editoriais, ou um pontapé sob a forma de post na "silly season"

A Editora Canto Escuro não é uma editora pequena. Ou não é assim tão grande para dizer-se com propriedade que é pequena. Só uma hipérbole ou um hipócrita a poderia dizer pequena. Se perguntarem à Canto Escuro que quer ser quando for grande, responderá que quer ser igual que antes.

A Editora Canto Escuro é uma editora familiar. Literalmente. É uma editora de uma família de facto. (Não confundir com uma família de uma união de facto, apesar de, como expresso em post anterior, entenderemos por natural a relação entre pessoas do mesmo sexo, assim como de sexos distintos.) No caso da Canto, trata-se da união de pessoas do mesmo sangue: eu e a minha irmã. A cada tanto, há pessoas que vestem a camisola do canto (e despem-na para laços de sexo e sangue com o corpo...editorial.)

A Editora Canto Escuro não é uma editora profissional. Ninguém come da Conta do Canto nem a Conta do Canto dá de comer a ninguém. Somos amadores e artesanais, no sentido que construímos os cantos à casa com amor e arte. Se somos melhores no amor à arte que na arte do amor isso já é com o gosto de cada um.

A Editora Canto Escuro não se compadece com a cadência da civilização. Nem com a decadência. O calendário do canto caga nisso. Não tem mais mãos a medir para meter às obras seja que dia da semana e mês do ano for.

A Editora Canto Escuro não reconhece a silly season como a pintam. Crê sim numa silly season contínua e crónica, quase uma sick season, que se espalhou entre a escória editorial.

A Editora Canto Escuro procura um caminho e calendário próprio e pessoal. E combustivel, outra especiaria que dizem estar em extinção para cimentar o conceito de crise nas cabeças, para criar. Nem que seja além do Atlântico.

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