1/12/2008

Tudo, Luís Paulo Meireles

quem fez do teu corpo uma planta

quem fez do teu corpo uma planta
a alma que se esconde na dor
vergada ao vento norte
nosso encanto e luz
a água em que te lavas já não corre no rio
os cabelos são ramos soltos sem vontade
cantigas das casas de hoje
monte vivo e ausente
esconde o livro aberto e perdido
segredos colados numa flor
sem cor nem olhar presente
vento que toca leve e sente
norte ausente perfume do céu
animal sem dono de mim mesmo
pastor do rebanho raro
o sonho a dobrar a nostalgia
os sentimentos da sombra morrem
a herança das madrugadas perdidas
raiz das flores passadas ficas tu e eu dividido
um olhar um amor vadio tudo de nada
nasce e morre o medo em mim

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